budapeste de chico buarque

eis aqui uma lâmpada para um romance que já ocupa seu lugar no meu bauzinho de preciosidades;

BUDAPESTE, Chico Buarque, 2003

A história começa para mim já com uma tal dificuldade de encontrar o livro nas prateleiras da biblioteca. E naquela tarde de peso nos ombros, casacos e livros socados na bolsa, havia algumas muitas quadras a serem percoridas a pé.

Mas o benedito acaba por chegar até mim,  chega até a curtir a brisa do centro curitibano nos meus braços –  alguns bons trinta minutos – até acabar por esquecido no banheiro de um shopping, ao redor de espelhos, batons, descargas e mulheres apressadas que provavelmente não leem.

E o procurei, juntamente com um segundo exemplar aleatório de reportagens apaixonadas que acabou contentando (ou não) o esdrúxulo que roubou ‘meus’ livros do balcão de banheiro aquele dia. NADA.

Salva pela Estante Virtual, Budapeste chegou, meio amassado e empoeirado, diretamente para que eu me infiltrasse em sua ~vida~ que desde o começo se trata de um esquecimento opaco apagado anônimo secreto fantasma.

budapest

e, em meio a sol, trilhos, cigarros;

50 minutos me restaram para o fim da leitura de suas respectivas conclusoreminiscencias que de algum modo me tocam;

em algumas frases soltas:

  •  o cutucar profundo das talentosas palavras nunca reconhecidas – somente pagas$
  •  a vida de um escritor fantasma que, ora nas margens praiosas do rio, ora nas margens *amarelas* do Danúbio (…)
  • ora português, ora húngaro = escreve anonimamente para clientes cujo dom de, não possuem;
  • cigarros, nevasca, spaguetti a bolonhesa, kocsis ferenc, kriska,  pães de abóbora, zsoze kósta, cigarros fecske (…)

 

 

budapest

“A caminho de um congresso de escritores anônimos em Istambul, José Costa faz uma escala forçada na Hungria e fica fascinado pela língua magiar. Ele retorna à capital húngara para aprender o idioma e se torna amante de Kriska, sua professora. A partir daí, a narrativa desenvolve-se num contrastante vaivém entre Rio de Janeiro e Budapeste. ” – http://www.chicobuarque.com.br/critica/crit_budapeste_veja.htm

 

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