Nada – Carmen Laforet (1942)

(eu garimpando uma leitura daquelas no paço, sem muita esperança e/ou pique,  fazia um calor e a biblioteca estava lotada, assim, quase desistindo e partindo para as gazetas mesmo, me deparei com uma capa encantadora e um título daqueles que eu adoro) segue então uma leitura que vai para a estante das preferidas:

angústia, solidão, partições, escadas, escuridão,  poeira, pedaços (…) – Nada

Andrea chega a rua Aribal, vinda do interior a procura de uma Barcelona ‘florida’ (criada em sua mente por uma juventude insaciada),

se depara com uma realidade que, por ela mesmo de repente percebida, não cabe em suas lembranças pré imaginadas.

[espanto] recebida por ruelas (ainda cheias de segredos), por um pós guerra, desconhecidos e uma bagagem a ser construída, de amadurecimento, problemas, fragmentações familiares, solidão (enfim)

“O odor peculiar, o burburinho das pessoas, as luzes sempre tristes tinham para mim um grande encanto que envolvia todas as minhas impressões no deslumbramento de ter chegado, afinal, à cidade grande que eu, por não conhecer, adorava em sonhos.”

– romance escrito por Carmen Laforet em seus 23 anos, logo um clássico da literatura espanhola ..

p.s.: quero ler a versão original em espanhol mimimi (e tê-la, é claro)

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